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11.12.14

A Graça e o mundo atual.

"Sai depressa pelos becos da cidade e traze aqui, para a grande ceia no céu, os pobres, aleijados, cegos e os coxos" Lucas 14: 21

As pessoas do mundo atual estão tão focadas em fazer análises exteriores, que acabam dando forma a uma humanidade vazia, sem essência em valores morais e éticos.

No mundo atual, o belo, o bonito, o perfeito, o rico, além de inúmeras outras conotações de posses e status, passaram a ser sinônimos de felicidade.

É estranho, mas embora não seja algo fácil de ser admitido, essa ideologia acabou entrado pelas portas das igrejas evangélicas, com o consentimento até mesmo dos que se confessam cristãos.

Quem nunca viu paralíticos, cegos e pobres serem rotulados de infelizes? Quem nunca viu pobres, aleijados e cegos serem olhados com desprezo por serem, quem sabe, "amaldiçoados"?

Qualquer destes, estando presente em algumas reuniões religiosas, seriam convidados a se arrependerem dos seus pecados, para assim alcançarem felicidade, prosperidade, cura e até mesmo salvação.

Por vezes temos uma compreensão bem rasa das maneiras que Deus opera, de Seu propósito para a vida de cada um. E por esta razão nosso julgamento a respeito de fatos e pessoas não é seguro, sendo muitas vezes injustos e totalmente contrários ao que a Bíblia nos ensina.

Deus não julga segundo a aparência. Ele é perfeito, como também é o seu julgamento: O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".I Samuel 16:7.

O verso de Lucas 14:21, nos revela Deus recebendo no Seu Reino pobres, cegos, coxos, aleijados. Eles não precisaram ser transformados na aparência, para serem considerados dignos de adentrarem no Reino de Deus. Foi a essência deles, isso sim, que os tornou dignos diante do Criador; e isso, pela fé e obediência a Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo possuía um "espinho na carne". Seria algum tipo de enfermidade que o incomodava muito e que o tornava, de certa maneira, num homem fraco. Em sua carta aos Gálatas, Paulo diz: "Vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, não me revelaste desprezo, nem desgosto..." Gálatas 4: 13 e14..

Deus transformou Paulo, mas deixou nele um “espinho”.

Não vamos aqui avaliar e nem concluir as razões de Deus para ter feito isso. Contudo o que esse homem ganhou em vida e na morte, foi o que de melhor poderia acontecer. A graça de Deus favoreceu Paulo de tal forma, que sua vida é um referencial de graça e poder Divino. 

“A minha graça te basta, Paulo. Porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. II Coríntios 12:8

É por causa dessa crucial diferença entre parecer feliz e ser feliz de fato, que a Filosofia tem se aprofundado na busca do verdadeiro sentido do que seja "o mau".

A interpretação teológica e Bíblica deste conceito também incomoda a Filosofia, pois o que parecer ser “mal” segundo a Bíblia nem sempre é. Vejamos o exemplo da Cruz, onde o sofrimento e morte de Jesus poderiam ser considerados tragédia, crueldade e injustiça. Mas foi através desse sofrimento que os homens receberam o direito à remissão dos seus pecados e conseqüentemente a salvação de suas vidas.

Além disso, temos a passagem no Evangelho de João 9, onde Jesus caminha e se encontra com um homem cego de nascença. Os seus discípulos lhe perguntam, dizendo: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” Jesus prontamente responde: “Nem ele pecou nem seus pais, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus”.

A Graça de Cristo nos basta!

Que esta verdade seja como a luz de um farol em nosso coração, para que as “neo-teologias” não nos engodem e distorçam alguns princípios da nossa vida cristã: combater o bom combate, terminar a carreira e guardar a fé, olhando sempre para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus Cristo, sem nos desviarmos para as propostas mundanas da direita e da esquerda.

Que Deus te abençoe.

10.5.14

De onde vim? O que sou? Para onde vou?

Muitas filosofias e religiões procuram, sem sucesso, acalentar o coração humano, que vazio, corre atrás de respostas para a sua existência.

Mas, sempre que encontram alguma explicação, resta no coração uma necessidade de algo mais concreto e que realmente o acalme. O que acontece na verdade, é a tentativa frustrada de aceitar uma explicação vaga e inconsistente para tamanhos questionamentos.

A paz de espírito virá sobre os homens, quando estes reconhecerem a soberania do Senhor Deus sobre a sua existência, aceitando a simplicidade das explicações expostas na Bíblia Sagrada e abertas a todos.

Para começarmos a compreender a grandiosidade da existência humana é preciso reconhecer  que Deus é o criador de todo o universo (Gênesis 1.1“No princípio, criou Deus os céus e a terra”; Neemias 9.6 “Ó Deus, só tu és o SENHOR! Tu fizeste os céus e as estrelas. Tu fizeste a terra, o mar e tudo o que há neles; tu conservas a todos com vida. Os seres celestiais ajoelham-se e te adoram.”), inclusive do homem (Gênesis 1.27 “Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher.”)  e demais seres viventes.

Qual o fundamento para aceitarmos tal explicação? A fé!

A Bíblia é o único livro que traz a verdadeira narrativa da existência do Deus Vivo, bem como, da criação e a explanação do Seu amor imensurável pela humanidade. O homem, objeto do amor de Deus, rebelou-se contra o Criador e na prática da desobediência afastou-se dos planos divinos. Mesmo assim, a misericórdia do Eterno Senhor superou todas as expectativas, e Cristo, o Messias, foi enviado com a missão de resgatá-lo dos seus maus caminhos, restaurando-lhe a comunhão inicialmente existente e a possibilidade da salvação.


Adão e Eva formavam o primeiro casal (Gênesis 2.7, 22), eram à semelhança do Senhor; puros e sem pecados (Gênesis 1.26,27), residiam no Jardim do Éden (Gênesis 2.15), um paraíso criado exclusivamente para a habitação do ápice da criação. Deus determinou algumas regras (Gênesis 2.16,17) para a boa vivência dos primeiros humanos, no entanto, Adão e Eva em desobediência às ordens divinas, pecaram (Gênesis 3.1-7). O pecado determinou a sua expulsão do Éden, bem como, a quebra da comunhão antes existente entre Criador e criatura (Romanos 5.12, 17-19 “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram...

É verdade que, por causa de um só homem e por meio do seu pecado, a morte começou a dominar a raça humana. Mas o resultado do que foi feito por um só homem, Jesus Cristo, é muito maior! E todos aqueles que Deus aceita e que recebem como presente a sua imensa graça reinarão na nova vida, por meio de Cristo. Portanto, assim como um só pecado condenou todos os seres humanos, assim também um só ato de salvação liberta todos e lhes dá vida. E assim como muitos seres humanos se tornaram pecadores por causa da desobediência de um só homem, assim também muitos serão aceitos por Deus por causa da obediência de um só homem”).

A vida humana tornou-se escrava do pecado; suas práticas são más, e destoantes da vontade de Deus (Romanos 7.14-19  “Sabemos que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo.  E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz.  Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo.  Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço”), o homem desde a sua concepção está sujeito ao pecado (Salmos 51:5  “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido”).

Esta situação de pecado (1João 3.4-6 “Quem peca é culpado de quebrar a lei de Deus, porque o pecado é a quebra da lei. Vocês já sabem que Cristo veio para tirar os pecados e que ele não tem nenhum pecado. Assim, quem vive unido com Cristo não continua pecando. Porém quem continua pecando nunca o viu e nunca o conheceu”.) afasta o homem dos propósitos de Deus, trazendo sobre ele a condenação eterna.
Deus amou primeiro e providenciou meios para a retomada da comunhão, o Messias foi enviado! “O Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo” (1João 4.14); “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos” (1Timoteo 2.5,6); “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Corintios 15.3,4) A vinda do Senhor Jesus Cristo foi o cumprimento de antigas profecias e o seu benefício salvífico envolveu toda a humanidade, inclusive, nós.

Amados, são dias de recomeço, é necessário que sejamos semelhantes a Jesus (Romanos 8:29 ). Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”) é através de uma vida consagrada, santa e pura que somos transformados pelo Pai (2 Coríntios 3:18  “...Somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”).


Deus te abençoe.

6.3.14

O inferno existe!

A Bíblia descreve o inferno como um lugar terrível, de tormento e onde estarão por toda a eternidade todos aqueles que não observaram os preceitos descritos na Bíblia para suas vidas.

Definir com clareza como é o inferno é muito difícil. Os muitos textos que tratam do assunto, geralmente usam a linguagem figurada que nos leva a vê-lo fisicamente como lugar de: chamas, castigo, fogo etc. Portanto, a possibilidade do inferno não ser um lugar na dimensão espiritual é muito grande, sim, um estado de sofrimento eterno.

A Bíblia afirma também que na volta do Mestre Jesus todos serão ressuscitados. Os justos para a Glória e os injustos para o castigo eterno ( entenda-se aqui, o inferno). Vejamos:

"Jesus terminou, dizendo: —Quando o Filho do Homem vier como Rei, com todos os anjos, ele se sentará no seu trono real. Todos os povos da terra se reunirão diante dele, e ele separará as pessoas umas das outras, assim como o pastor separa as ovelhas das cabras. Ele porá os bons à sua direita e os outros, à esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam na sua casa. Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na cadeia, e foram me visitar.” —Então os bons perguntarão: “Senhor, quando foi que o vimos com fome e lhe demos comida ou com sede e lhe demos água? Quando foi que vimos o senhor como estrangeiro e o recebemos na nossa casa ou sem roupa e o vestimos? Quando foi que vimos o senhor doente ou na cadeia e fomos visitá-lo?” —Aí o Rei responderá: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram.” —Depois ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos! Pois eu estava com fome, e vocês não me deram comida; estava com sede, e não me deram água. Era estrangeiro, e não me receberam na sua casa; estava sem roupa, e não me vestiram. Estava doente e na cadeia, e vocês não cuidaram de mim.” —Então eles perguntarão: “Senhor, quando foi que vimos o senhor com fome, ou com sede, ou como estrangeiro, ou sem roupa, ou doente, ou na cadeia e não o ajudamos?” —O Rei responderá: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar.” E Jesus terminou assim: —Portanto, estes irão para o castigo eterno, mas os bons irão para a vida eterna." Mt 25.31-46

Por este texto, nota-se que a existência do Inferno é incontestável!

Na Bíblia as palavras: Geena, Hades, Tártaro (grego) e Sheol (hebraico), são traduzidas pela palavra Inferno.

O Inferno é descrito como:

a) Castigo eterno: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna." Mt 25.46
b) Fogo eterno: "Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos." Mt 25.41
c) Chamas eternas e Fogo devorado: "Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera dos ímpios; e eles perguntam: Quem dentre nós habitará com o fogo devorador? Quem dentre nós habitará com chamas eternas?" Is 33.14
d) Fornalha acesa: "Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes... Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes." Mt 13.41,42,49,50
e) Lago de fogo: "E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo." Ap 20.15
f) Fogo e enxofre: "Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro." Ap 14.9,10
g) Fogo que não apaga: "A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível." Mt 3.12
h) Lugar de punição: "Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;" 2Pe 2.4
i) Lugar de tormento: "No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio." Lc 16.23

Vejamos também:

a) "Porque um fogo se acendeu no meu furor e arderá até ao mais profundo do inferno, consumirá a terra e suas messes e abrasará os fundamentos dos montes."Dt 32.22
b) "Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus." Sl 9.17
e) "Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno." Pv 5.5
f) "Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno." Pv 9.18
g) "O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem." Pv 27.20;
h) "Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno." Pv 23.14
i) "Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? Meus olhos não vêem em mim arrependimento algum." Os 13.14
j) "Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo... Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno." Mt 5.22,29;
k) "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo." Mt 10.28;
l) "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje." Mt 11.23;
m) "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." Mt 16.18;
n) "Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo." Mt 18.9;
o) "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!... Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" Mt 23.15;33
p) "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno." Lc 10.15;
q) "Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer." Lc 12.5;
r) "No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio." Lc 16.23
s) "Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno." Tg 3.6
t) "Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo." 2Pe 2.4
u) "e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno." Ap 1.18; e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.
v) "E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra." Ap 6.8;
w) "Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo." Ap 20.14

Infelizmente, este não tem sido um assunto costumeiro dentro das igrejas nos dias de hoje. Fala-se muito em Guerras Espirituais, Prosperidade, Cura, Libertação...enfim. Assuntos que, em tese, fazem parte única e exclusivamente da nossa vida terrena. É quase que incomum vermos pregadores ou líderes cristãos ocupando-se em ensinar sobre as questões futuras: vida eterna, céu, inferno, arrebatamento, grande tribulação ou outros temas nessa linha.

É muito importante que essas pessoas sejam despertados neste sentido e comecem a fazer isso o mais rápido possível! E este estudo tenta despertar neles, e em você, este propósito; o de ocupar-se um pouco mais em saber e difundir aquilo que realmente fará diferença na sai vida.


Deus te abençoe.

17.2.14

Como vencer as tentações.

A tentação entre os homens é um problema universal. Tanto salvos quanto não salvos, crianças ou adultos, ricos ou pobres, elegantes ou brutos sabem o que é tentação.

Tentação em geral é usada por Satanás para destruir moral e virtudes. A tentação sempre tem o objetivo de induzir ao pecado. Satanás é a fonte maior de tentação. Ele não tem como fazer diferente. Por isso a Bíblia fala dele como o Tentador (Mt 4.3; I Ts 3.5), Homicida, pai da mentira (Jo. 8.44) e Diabo (Ap 12.7-10; Mt 4.1) nome que significa acusador ou difamador. Ele usa o mundo e a carne, seja a nossa ou de outros, para que haja pecado e destruição (I Jo 2.16, “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”).

É importante frisar que ser tentado não é pecado. A tentação torna a ser pecaminosa quando cedemos a ela (Tg. 1.13-14, “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebida, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”).

Jesus Cristo foi tentado e a Sua tentação não foi considerada pecaminosa (Hb. 4.15, “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”; Mt. 4.1-17). Quando tentado, temos duas opções: ou caiamos ou não.
É importante que saibamos também que provação é o que Deus usa para desenvolver a fé dos cristãos. Às vezes a Bíblia usa a palavra tentação quando é uma provação (Tg 1.2; I Pe 1.6). Para saber se uma determinada aflição é de Deus ou não, examine os seus frutos.

Se a aflição assemelha ainda mais o cristão à imagem de Cristo, pode saber que vem de Deus. Se for para a destruição do Cristão não vem de Deus.

Deus sempre busca o melhor para o Seu povo (Rm. 8.28, “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”). Deus nunca busca nada mal para os Seus (Tg 1.12-13, “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.”).

Êxodo 20.20, diz: “E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, afim de que não pequeis.”. Diferentemente da tentação, não temos opção diante das provações. Elas vêm a nós se quisermos ou não. Porém, como a tentação, a nossa reação à provação depende em nós.

Agora, devemos aprender que cada tentação produz um vencedor ou um vencido.

Os VENCIDOS são os que estão do mundo e não têm a salvação por Cristo - Jo 8.44, “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”. Por desejar a vontade de Satanás compartilham com ele e o seu fim (Ap. 20.7-15; Hb. 2.14; Rm. 6.16).

Todos os homens começam suas vidas neste mundo mortos para o bem: Rm 3.10-18; 5.12, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”

Todos andam segundo o curso deste mundo que segue as ordens do príncipe das potestades do ar (Ef. 2.2-3, “2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”). Por isso são vencidos pela tentação. Não têm como resistir àquele que satisfaz a concupiscência.

Somente pela misericórdia e o grande amor de Deus existe a salvação desta escravidão, desta morte do pecado: Rm. 5.15, 16, 18, “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.”; 16, “E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.”; 18, “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.”; Rm 8.1, “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.”; Ef 2.1-10.

Os VENCEDORES são os que estão no mundo, porém têm a salvação por Cristo – I Jo 5.4-5, “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”

O Espírito Santo habita no cristão e guerreia contra a carne. Quando o cristão anda no Espírito, não cumpre a concupiscência da carne (Gl 5.16, “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”). Por isso, Jesus Cristo instrui o cristão a vigiar: Mt 26.41, “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”

Os VENCEDORES lutam contra a carne, o mundo e as tentações de Satanás. A vitória está em Jesus Cristo: Rm. 7.20-25. Essa vitória vem pela graça de Deus: I Co. 15.10. Por Deus amar a benignidade (Mq. 7.18, “Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniquidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade.”) somos mais que vencedores: Rm. 8.37.

Às vezes o cristão é surpreendido  em alguma ofensa (Gl 6.1). Quando o cristão peca, ele não volta ser dominado pelo pecado e também não perde a salvação. Todavia ele perde a comunhão com Seu Pai celestial. Para voltar a ter a comunhão é necessária a confissão e abandono do pecado, constantemente: I Jo. 1.7-10, “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a Sua Palavra não está em nós.”; Pv. 28.13, “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.”; Cl. 2.6-7, “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.”

A tentação é igual ao próprio tentador que a usa, ou seja, enganadora. A percepção da sua natureza enganadora é velada. No lugar da verdadeira percepção da natureza enganadora de toda tentação é uma mentira que ela não é nociva, mas inocente e admirável. Portanto a natureza da tentação é enganadora.
A tentação é como as concupiscências, que são incitadas, ou pela carne onde habitam ou pelos dardos inflamados do Tentador. As concupiscências atraem-nos para o pecado com promessas vãs. Portanto podemos saber que a natureza da tentação é mentirosa.

A natureza da tentação é igual ao seu resultado, ou seja, destruidora. Ela provoca o pecador manter-se separado de Deus e o Cristão viver menos para a glória de Deus. Satanás e todos os que são enganados por ele serão lançados no lago de fogo (Ap. 20.11-15). Que terrível fim! Portanto podemos saber que a natureza de tentação é destruidora.

Portanto, devemos buscar diligentemente a sabedoria: Pv. 2.1-9, “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, 2 Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; 3 Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, 4 Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, 5 Então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus. 6 Porque o SENHOR dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. 7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, 8 Para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos. 9 Então entenderás a justiça, o juízo, a equidade e todas as boas veredas.”

Saberemos mais sobre a natureza e as consequências da tentação se gastarmos mais tempo nas Escrituras e com oração (Mt. 26.41). A luz que ilumina o entendimento vem da Bíblia: Sl. 19.8, “Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.”; 119.105, “Lâmpada para os meus pés é Tua palavra, e luz para o meu caminho.”; 73.17, “Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles.”; Pv. 6.23, “Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida”

Quanto maior o tempo dedicado às Escrituras, maior conhecimento terá sobre as tentações. Quanto maior é o conhecimento da natureza das tentações maior é a nossa vitória sobre elas. Como diz em Ef. 6.11, “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.”


Que Deus te abençoe.